1. ATCUD em falta ou mal formado
Desde 2023 todos os documentos têm de incluir o ATCUD no formato CódigoValidação-Número. Se a série não foi registada no Portal das Finanças, o programa não tem código de validação e exporta o campo vazio. Registe a série, guarde o código e reemita/exporte.
2. CustomerID inexistente nos MasterFiles
Uma fatura refere um cliente que não foi exportado na tabela de clientes. Acontece quando o cliente foi apagado ou quando o gerador filtra clientes por data de criação. Todos os clientes usados no período têm de constar do ficheiro, e o CustomerID tem entre 1 e 30 caracteres.
3. Totais que não batem certo
O GrossTotal tem de ser igual a NetTotal + TaxPayable, e a soma das linhas tem de coincidir com o NetTotal. Diferenças de cêntimos vêm quase sempre de arredondamentos linha a linha versus arredondamento no total, ou de descontos aplicados no total do documento.
4. NIF inválido
O NIF português tem nove dígitos e um dígito de controlo calculado por módulo 11. Clientes estrangeiros devem ter o país correto preenchido; para consumidor final usa-se 999999990.
5. Isenções sem motivo
Linhas com taxa 0% precisam de motivo e código de isenção (por exemplo M07, artigo 9.º do CIVA). Sem esse campo, a AT rejeita ou marca o documento para verificação.
6. Elementos fora de ordem
O XSD do SAF-T define uma sequência fixa. Um MovementEndTime antes do MovementStartTime, por exemplo, é um erro de esquema mesmo com os valores certos. Nunca edite o XML à mão para corrigir dados.
7. Encoding errado
Programas antigos exportam em Windows-1252. A AT exige UTF-8; caso contrário, acentos e cedilhas aparecem corrompidos e o ficheiro pode nem ser lido.
8. Saltos na numeração
A numeração de cada série tem de ser sequencial e sem lacunas. Saltos indicam documentos apagados — o que um programa certificado não permite — ou exportação parcial do período.